Reflexão Final

 

Devido à falta de tempo, a minha participação neste curso esteve muito comprometida e estive para desistir mais do que uma vez. Felizmente, o prazo foi alargado!

Este curso, à imagem da edição anterior, esteve muito bem organizado, disponibilizando excelentes conteúdos teóricos e ferramentas que possibilitaram desenvolver as atividades. O facto de previamente sabermos que, se tivéssemos alguma dificuldade, podíamos contar com ajuda também deu uma enorme segurança.

Com a ferramenta “thinglink” procurei fazer uma curta síntese do muito que aprendi.

https://www.thinglink.com/scene/472904765462806530

É mesmo uma síntese muito curta! Serve mais para aplicar o conhecimento sobre um novo recurso, com muito potencial e facílimo de utilizar, e não para espelhar tudo o que aprendi.

Gostei muito de planear a aula no http://udlexchange.cast.org/home, porque me levou a refletir e ter em atenção os Princípios do Desenho Universal na Aprendizagem. Os passos aí definidos conduzem-nos, inevitavelmente, no processo mental da construção com sucesso duma aula verdadeiramente inclusiva.

Gosto sempre muito de utilizar um novo software e ver também as descobertas de outros recursos e a aplicação prática que os colegas fazem. Essa atividade foi a que me envolveu mais tempo. O trabalho considero que poderá vir a ser melhorado já que, nesta fase, não tive em atenção a questão da acessibilidade.

Muitas vezes escutámos que as escolas não estão apetrechadas com recursos educativos para a realização de atividades com os alunos. Há, sobretudo, um desconhecimento muito grande dos Recursos Abertos Acessíveis. Eu penso assim porque nos últimos anos  tomei contacto com muitos recursos que eu desconhecia em absoluto.

A vantagem maior de cursos como este é acima de tudo informar, despertar para os recursos livres que existem e criar um espírito de partilha.

O aspeto negativo neste curso foi ter trabalhado individualmente. Desde o início sabia que não podia fazer grupo com ninguém, devido ao meu atraso considerável e não seria justo para os meus pares. O Moodle ajudou, contudo, a esbater essa sensação de solidão no trabalho.

Fiquei muito motivada com este curso e vou procurar difundir tudo o que aprendi.

Espero, desde já, uma próxima edição!

Fica aqui registado o meu profundo agradecimento aos formadores.

 

Recursos Educativos Acessíveis Abertos

 

Nesta tarefa pretendi dar continuidade ao tema que tinha ficado em aberto na atividade anterior: “Partindo da personagem “lobo” irão, posteriormente, ser abordadas as diferenças entre os animais domésticos e os animais selvagens”.

Inicialmente comecei por explorar o Moglue Builder. Achei este software extremamente atraente. Foi criado a pensar na criação de histórias interativas. As crianças ao tocarem nas imagens podem, nomeadamente, fazer voar um pássaro ou fazê-lo chilrear. Escolhi a versão livre e a criação do livro foi extremamente simples e motivadora. Todavia, quando tentei publicar o meu trabalho, tal não foi possível, sendo-me proposta a utilização do demo da versão comercial, por um período de 30 dias. Posteriormente, surgiu no site da Moglue a informação do encerramento do site a partir de 10 de janeiro de 2014. Como pretendia um software realmente livre ou que possibilitasse muitas utilizações, passei a utilizar o Pow Toon.

 Trata-se de um serviço online que visa ajudar na criação de apresentações animadas. O site traz uma série de temas e recursos para se poder compor slides ou vídeos. Através de um editor online intuitivo, pode-se criar uma apresentação com muita  informação. O PowToon oferece opções para inserir texto, imagem, música e efeitos especiais. Existe uma versão própria para ser utilizada por professores. Podem criar-se os PowToons  e fazer 30 exportações mensais para o You Tube. Cada PowToon pode ter uma duração de cinco minutos. A versão livre é significativamente inferior à versão Premium (paga) e criou-me alguns constrangimentos, desde logo só permitir um registo audio por Pow Toon.

Desisti!!!! Bem, mas como achei interessante, muito provavelmente, irei voltar a fazer uma nova tentativa procurando contornar a questão do som.

Nas deambulações à procura de um software livre para desenvolver a minha atividade, e que fosse completamente desconhecido para mim, encontrei o Edilim. A primeira reação foi a de achar que já não era novidade, mas como já estava desanimada com duas semanas de atraso, a compor atividades que afinal não pude publicar, acabei por dar-lhe o benefício da dúvida. Em boa hora o fiz porque fiquei encantada com a sua simplicidade e ao mesmo tempo com as suas potencialidades.

O Edilim é um editor de livros LIM (Libros Interactivos Multimedia) para a criação de materiais educativos. É uma ferramenta de autor que permite desenvolver atividades para diferentes disciplinas (matemática, português, ciências …) e adaptar o conteúdo para o nível educativo desejado.

Vem com um pequeno programa que não requer instalação, sendo necessário apenas fazer o seu download. Está disponível em vários idiomas, é de distribuição gratuita e pode ser utilizado sem problemas (Licença Creative Commons) desde que se respeite a gratuidade e a autoria.

O manuseio é muito simples. A criação das páginas dos livros é baseada no gesto de “arrastar e soltar” com o rato. Em cada livro, podemos criar o número de páginas que quisermos, cada uma com uma atividade, que pode assumir muita variedade, nomeadamente puzzles, perguntas de escolha múltipla, jogos de memória, visualização de filmes, emparelhamentos… O programa permite exportar em formato “html” para publicar o livro e os alunos podem abri-lo a partir do browser.

O Edilim também permite que sejam avaliados os exercícios. No final de cada atividade, os alunos têm uma mensagem (que foi anteriormente definida na configuração do livro) informando-os se fizeram, ou não, corretamente a atividade. Pode também visualizar-se um relatório do número de tentativas feitas pelo aluno para resolver cada atividade.

Pegando no tema dos animais domésticos e dos animais selvagens construí algumas atividades (páginas). A partir de certo momento deixei de estar apenas centrada no público-alvo, mas sim com as potencialidades do software (desde logo a sopa de letras estaria desajustada).

Fiquei deveras impressionada com este software e recomendo-o vivamente. É fácil (nunca peguei no manual disponibilizado), é viciante para quem está a construir as atividades e permite um número imenso de possibilidades. Tem a possibilidade de dar feedback imediato aos alunos e permite ao professor ver o grau de sucesso/dificuldade do aluno.

Espero que se divirtam a construir as atividades tanto quanto eu me diverti.

http://blog.crtic-viana.com/edilim-atividade-3/

Desenho Universal da Aprendizagem (UDL)

O objetivo primordial da Educação no século XXI não deverá ser apenas formar indivíduos detentores de conhecimento. Acima de tudo a preocupação da Educação deverá ser ajudar a transformar os alunos em indivíduos que sabem como aprender, querem aprender e que estão preparados para aprender ao longo da vida.

Uma das barreiras para atingir esse desiderato é uma escola com a crença que o ensino deve ser igual para todos. 

Howard Gardner desenvolveu a Teoria das Inteligências Múltiplas, na qual defende que possuímos habilidades diferenciadas para cada tipo de atividade e, portanto, possuímos mais de um tipo de inteligência, embora todos os tipos estejam interligados.

O reconhecimento destas inteligências justifica processos de ensino mais individualizados, que ajudam o aluno a compreender os conteúdos nos quais têm mais dificuldade, a partir da sua inteligência mais desenvolvida.

O Desenho Universal da Aprendizagem é uma abordagem que desafia a barreira principal ao desenvolvimento dos alunos: a existência de um currículo inflexível, formatado para um ideal de aluno que não existe e que apenas aumenta as barreiras à aprendizagem. Os alunos com deficiência ou outras situações menos favorecidas são mais vulneráveis a essas barreiras. Todavia, muitos outros alunos, mercê do seu perfil, também acham que os currículos estão mal desenhados para atender às suas necessidades de aprendizagem.

 “A questão é descobrir como uma pessoa aprende, descobrir as suas paixões, que são muito importantes, e usar todos os recursos humanos e tecnológicos que nos possam ajudar… É um ideal, mas estamos muito mais perto desse ideal do que alguma vez estivemos, antes da revolução digital”.

Howard Gardner In De las inteligencias múltiples a la educación personalizada

 

Para compreender melhor os Princípios Orientadores do Desenho Universal da Aprendizagem, poderá visualizar o vídeo produzido pelo CAST, uma organização de pesquisa e desenvolvimento educacional que trabalha para ampliar as oportunidades de aprendizagem para todos os indivíduos através de Desenho Universal para a Aprendizagem

Princípios Orientadores do Desenho Universal da Aprendizagem

I. Proporcionar Modos Múltiplos de Apresentação
1: Proporcionar opções para a percepção
1.1 Oferecer meios de personalização na apresentação da informação
1.2 Oferecer alternativas à informação auditiva
1.3 Oferecer alternativas à informação visual

2: Oferecer opções para o uso da linguagem, expressões matemáticas e símbolos
2.1 Esclarecer a terminologia e símbolos
2.2 Esclarecer a sintaxe e a estrutura
2.3 Apoiar a descodificação do texto, notações matemáticas e símbolos
2.4 Promover a compreensão em diversas línguas
2.5 Ilustrar com exemplos usando diferentes media

3: Oferecer opções para a compreensão
3.1 Ativar ou providenciar conhecimentos de base
3.2. Evidenciar interações (patterns), pontos essenciais, ideias principais e conexões
3.3 Orientar o processamento da informação, a visualização e a manipulação
3.4 Maximizar o transferir e o generalizar

Objetivo: Alunos diligentes e sabedores

II. Proporcionar Modos Múltiplos de Ação e Expressão

4: Proporcionar opções para a atividade física
4.1 Diversificar os métodos de resposta e o percurso
4.2 Otimizar o acesso a instrumentos e tecnologias de apoio

5: Oferecer opções para a expressão e a comunicação
5.1 Usar meios mediáticos múltiplos para a comunicação
5.2 Usar instrumentos múltiplos para a construção e composição
5.3 Construir fluências com níveis graduais de apoio à prática e ao desempenho

6: Oferecer opções para as funções executivas
6.1 Orientar o estabelecimento de metas adequadas
6.2 Apoiar a planificação e estratégias de desenvolvimento
6.3 Interceder na gerência da informação e dos recursos
6.4 Potencializar a capacidade de monitorizar o progresso

Objetivo: Alunos estratégicos e direcionados

III. Proporcionar Modos Múltiplos de Autoenvolvimento (Engagement)

7: Proporcionar opções para incentivar o interesse
7.1 Otimizar a escolha individual e a autonomia
7.2 Otimizar a relevância, o valor e a autenticidade
7.3 Minimizar a insegurança e a ansiedade

8: Oferecer opções para o suporte ao esforço e à persistência
8.1 Elevar a relevância das metas e objetivos
8.2 Variar as exigências e os recursos para otimizar os desafios
8.3 Promover a colaboração e o sentido de comunidade
8.4 Elevar o reforço ao saber adquirido

9: Oferecer opções para a autorregulação
9.1 Promover expectativas e antecipações que otimizem a motivação 9.2 Facilitar a capacidade individual de superar dificuldades
9.3 Desenvolver a autoavaliação e a reflexão

Objetivo: alunos motivados e determinados

 

Recursos utilizados na preparação da aula em http://udlexchange.cast.org/lesson/745376#id1d8

 

 

Livro “Corre, corre, cabacinha” de Alice Vieira.

 

 

 

 

 

conto_alice-vieira_corre-corre-cabacinha (4) (1) - História a visionar/escutar no quadro interativo

Corre corre cabacinha - História em PowerPoint com símbolos em SPC

Corre corre cabacinha - História em PDF

imagens da cabacinha - imagens para organizar a história sequencialmente.

Livro em Braille, com capa em relevo.

RECURSOS EDUCATIVOS ABERTOS

“A educação é uma relação de intercâmbio em que a atitude aberta é imprescindível. Quanto mais abertos formos, melhor será a educação” (Wiley) 

Recursos Educativos Abertos (Open Educational Resources) é um termo que surge em 2002, numa definição da UNESCO «materiais educacionais e de pesquisa, em vários formatos e media, que estejam em domínio público ou sob uma licença aberta.»

Historicamente tiveram o seu início em 2001, quando o Massachusetts Institute of Techonology (MIT) criou o programa OpencourseWare  (OCW).  Esta iniciativa acabou por levar a que outras universidades e escolas partilhassem os seus conteúdos, facultando  os seus próprios Recursos Educativos.

O movimento Open Educational Resource (OER), apoiou-se essencialmente na expansão da Internet e na disponibilização de recursos em formato digital.

A  mudança no posicionamento do utilizador face à Internet altera-se com o 2.0. De consumidor que consulta um conteúdo passa a um utilizador ativo que acede a conteúdos, mas que também contribui partilhando e/ou melhorando ou adaptando conteúdos.

Englobam-se nesta caracterização formatos de recursos online como: wikis, blogs, redes sociais, comunidades virtuais, criando condições facilitadoras para que pessoas com os mesmos interesses possam facilmente partilhar ideias e colaborarem, inovando na produção de REA.

Utilizando o Mindmeister elaborei um mapa mental muito simples esquematizando as minhas leituras e reflexões sobre este tema.

 

http://www.mindmeister.com/354690199/recursos-educativos-abertos

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Balanço Final

Quando era pequenina olhava para os carris dos comboios e via-os no horizonte a estreitar-se. O comboio iria descarrilar! Linhas que se cruzavam…Ui, dificuldade acrescida! Mas a observação continuada levou-me a concluir que o comboio avançava sem descarrilar. Era como se, à medida que fosse avançando, os carris se adaptassem à sua marcha, independentemente até das linhas se cruzarem. O maquinista observava ao longe as dificuldades que iria enfrentar, mas não se recusava iniciar a marcha. Confiava que os obstáculos iriam ser ultrapassados.

Quando estou com vontade de iniciar um projeto ou participar em algo novo e o medo é maior do que a minha vontade, lembro-me sempre das minhas preocupações em torno do comboio e dos carris.

O receio era muito, mas confiei! Em boa hora!

Aprendi imenso sobre tanta coisa.

No tópico 1, foi para mim tão interessante ver a potencialidade dos mapas mentais. Sempre fiz coisas daquele género a papel e lápis. Ajudam-me a organizar as ideias e à medida que vamos escrevendo é como as cerejas, uma traz outra agarrada a ela. De igual modo, quando queremos uma súmula de algo que lemos, nada melhor que um esquema. Bem, ter essa possibilidade ali na nossa frente, sem necessidade constante de apagar e reescrever, sacrificando papel e borracha…

No tópico 2 lá voltei a um mapa mental, mas desta vez em grupo. Gostei imenso do trabalho, não por agrado especial do tema, mas por descobrir que era possível estar a trabalhar num mapa com outras pessoas ao mesmo tempo e que estavam fisicamente distantes. Podíamos alterar e corrigir ao mesmo tempo e usar um chat dentro da própria aplicação. Achei a situação deveras interessante e divertida. Os meus níveis de serotonina andaram elevados e teriam andado mais, se a internet no meu agrupamento não estivesse pelas ruas da amargura por aqueles dias. Todos os elementos, de algum modo, ensinaram-me uma coisa nova. Não é que eu não sabia que podia falar no gtalk simultaneamente com várias pessoas? Nunca tinha pensado nessa possibilidade.

O tópico 3 tinha um tema que era muito apelativo para mim. Fazia todo o sentido cruzar a Teoria das inteligências Múltiplas de Gardner com os Princípios do Desenho Universal na Aprendizagem. Gostei muito da documentação disponibilizada. E até havia um vídeo, no Pinterest, com Eduard Punset, por quem nutro uma verdadeira paixão! O trabalho foi em grupo e acabou por ser novamente divertido. Andávamos todas muito ocupadas e foi um bocadinho difícil conciliar tudo, mas acabou por ser possível.

O tópico 4 fez-me constatar como estavam tão mal construídos os meus 4 blogues. A minha amiga Paula foi a minha crítica privada. Não conseguia aperceber-se das imagens existentes nos blogues. Quando comentei a minha preocupação com um dos meus filhos, que trabalha com páginas web, fiquei pasmada por ele saber tudo sobre acessibilidade. Não imaginava, ou também nunca tinha pensado nisso!!! Bem, tranquilizou-me quando me disse que, muitas vezes, até os profissionais têm dificuldade em criar páginas verdadeiramente acessíveis.

O tópico 5 foi muito interessante. Não sabem, mas eu garanto que aprendi uma data de coisas e agora é só aperfeiçoar. Não tarda nada, estou aí a testar os softwares livres, um por um e a criar tutoriais. Às vezes achámos as coisas tão difíceis, tão complicadas, tão inacessíveis e depois que experimentámos, afinal não era assim tão complicado. É a velha história dos carris e do comboio!

 

Concluindo…

 

Às vezes sinto que os CRTIC têm de estabelecer maior contacto uns com os outros, partilhando dúvidas e saberes. Eu sei que a plataforma moodle facilita essa aproximação. Todavia, no corre-corre dos dias, por vezes parece que me esqueço que pertenço a uma grande equipa.

Este curso, mais do que ter aprendido sobre muita coisa, e foi realmente muita coisa, fez-me tomar consciência que pertenço a uma equipa fantástica. Adorei a partilha das vossas dúvidas e sugestões e fiquei encantada com tudo o que já fazem e que eu vou também tentar fazer.

Ao Paulo, um obrigada, pela sua infinita paciência! Ai o Mahara….. que desafeto!

À Dr.ª Ida, obrigada, por criar as condições para aprendermos a “pescar”  e por nos incentivar constantemente.

Valeu a pena!!!

 

Tópico 5 – Tecnologias de Apoio

Um dos pedidos que nos é feito, frequentemente, quando vamos a unidades especializadas de apoio à multideficiência, vai no sentido de aconselharmos software que permita criar quadros de comunicação apelativos e desenhar atividades que desenvolvam a intencionalidade e a autonomia.

Esta semana procurei encontrar um software que respondesse a esse pedido e que, simultaneamente, fosse livre de custos (existe no mercado software com essas características, mas sabemos o seu preço!). Nessa pesquisa encontrei um software muito interessante desenvolvido pelo Departamento de Informática e Engenharia de Sistemas da Universidade de Zaragoza e pela Escola Pública de Educação Especial Alborada.
O software é composto por duas aplicações diferentes: Editor e Intérprete.

  •  Com o editor concebem-se os quadros contendo células-itens, que podem ser relacionados com imagens, sons e vídeo, bem como links de navegação entre o conjunto de quadros contidos num projeto TICO (um conjunto de quadros relacionados é organizado no que é chamado um “projeto TICO”).

  • Uma vez concebido, um projeto TICO pode ser executado (interpretado) com o intérprete. Na execução, a navegação automática pode ser organizada de modo que as células são visitadas de acordo com a ordem de navegação pré-definida. Quando um clique do rato é gerado ao longo da célula ativa, o conjunto de ações associadas é então executado. Isto torna muito fácil de preparar ambientes diferentes que podem ajudar as pessoas com deficiência a comunicar. Esta aplicação inclui uma função que faz varrimento sequencial pelos elementos do quadro, facilitando assim o acesso a pessoas que têm problemas motores.

Está disponível para download.

Resolvi experimentar este software e fiquei encantada com as potencialidades do mesmo.
Para mostrar como era fácil utilizá-lo resolvi fazer um pequeno tutorial (outra estreia!).
Pode ser visto aqui.

Tópico 4 – Acessibilidade WEB

O termo Acessibilidade Web refere-se a prática de fazer websites que possam ser utilizados por todas as pessoas, sejam portadoras de deficiências ou não. Quando os sites são corretamente concebidos, desenvolvidos e editados, todos os utilizadores podem ter igual acesso à informação e funcionalidade (adaptado de Wikipédia).

Este tópico tornou-me mais consciente das dificuldades que muitas pessoas têm para aceder à informação e mostrou-me a necessidade de aprender mais, muito mais…, para um dia ter um Blogue acessível.

O  trabalho apresentado em PREZI, resultou da vontade de perceber como funcionava esta ferramenta.

E ainda:

Enquanto reunia informação sobre este tema, fiquei admirada por as redes sociais não respeitarem as regras de acessibilidade como demonstra um relatório do Observatório da  Acessibilidade TIC  (discapnet).
                        Puntuación mínima: 0 estrellas. Puntuación máxima: 5 estrellas. 



Na pesquisa para este trabalho também encontrei este vídeo que recomendo.

EDUARD PUNSET (REDES) 29.05.2012

“Está claro que la vida es mejor gracias a la tecnología. Pero la tecnología que sirve para consolidar la vida en sociedad, puede significar un obstáculo que margina a un grupo determinado de personas, como puede ser el colectivo de personas con discapacidad visual”.

Pode ser visualizado aqui.

 

 

Tópico 3 – Desenho Universal na Aprendizagem

 

Desenho Universal ou Desenho para Todos tem por objetivo conceber projetos arquitetónicos, sinalética ou, nomeadamente, objetos destinados a ser utilizados pela generalidade das pessoas, simplificando a vida diária de todos, independentemente da idade ou condição física, tornando os objetos, os equipamentos, a informação e as construções utilizáveis pelo maior número de pessoas possível, de modo a que todos possam viver com qualidade numa sociedade que se deseja inclusiva.

Os Princípios básicos do Desenho Universal são: utilização equitativa; flexibilidade de utilização; utilização simples e intuitiva; informação percetível; tolerância ao erro; esforço físico mínimo e dimensão e espaço de abordagem e de utilização.

O Desenho Universal também se aplica à educação consistindo num conjunto de princípios para o desenvolvimento curricular que proporcione a todos os alunos igualdade de oportunidades para aprenderem.

A Teoria das Inteligências Múltiplas de Gardner ao afirmar que cada indivíduo possui formas distintas de inteligência em graus variados (linguística, musical, lógico-matemática, espacial, corporal, intrapessoal, interpessoal, naturalista e existencial, vem chamar a atenção para a necessidade do ensino/aprendizagem focalizar-se sobre as inteligências particulares de cada pessoa. Gardner chama a atenção para o facto de que inteligências diferentes representam não apenas domínios diferentes de conteúdo, mas também modalidades de aprendizagem.

O trabalho realizado pela equipa D, procura refletir a filosofia comum entre a Teoria das Inteligências Múltiplas de Howard Gardner e os princípios do Desenho Universal na Aprendizagem.

URL: http://www.slideshare.net/catarinacamelo/as-teorias-14998490

Tópico 2 – Medidas educativas para alunos com NEE

 

A CIF é uma ferramenta pertinente para a descrição e a comparação da saúde das populações a nível internacional. A CIF apresenta uma postura neutra face à etiologia, de forma que os investigadores, desenvolvem inferências causais através de métodos científicos adequados. para facilitar o estudo dos fatores de risco, esta classificação, apresenta fatores ambientais que caracterizam o contexto em que o indivíduo vive.

A CIF descreve situações de funcionalidade do indivíduo e as suas limitações e serve como enquadramento à organização da informação.
Esta classificação estrutura a informação de forma útil, integrada e acessível.
Os seus componentes são:

- funcionalidade ou incapacidade (corpo e atividade e participação);

-fatores contextuais (fatores pessoais e ambientais).

A CIF, após o Decreto-Lei n 3/2008, começou a utilizar-se no sistema educativo português tornando-se uma ferramenta essencial para a elaboração dos Programas Educativos Individuais dos alunos com NEEcp.

O trabalho de grupo procurou esquematizar esta ferramenta. Foi elaborada uma apresentação em slides com recurso ao Programa Mindmeister.

O mapa elaborado pode ser visualizado em: http://www.mindmeister.com/217479853#slideshow