Balanço Final

Quando era pequenina olhava para os carris dos comboios e via-os no horizonte a estreitar-se. O comboio iria descarrilar! Linhas que se cruzavam…Ui, dificuldade acrescida! Mas a observação continuada levou-me a concluir que o comboio avançava sem descarrilar. Era como se, à medida que fosse avançando, os carris se adaptassem à sua marcha, independentemente até das linhas se cruzarem. O maquinista observava ao longe as dificuldades que iria enfrentar, mas não se recusava iniciar a marcha. Confiava que os obstáculos iriam ser ultrapassados.

Quando estou com vontade de iniciar um projeto ou participar em algo novo e o medo é maior do que a minha vontade, lembro-me sempre das minhas preocupações em torno do comboio e dos carris.

O receio era muito, mas confiei! Em boa hora!

Aprendi imenso sobre tanta coisa.

No tópico 1, foi para mim tão interessante ver a potencialidade dos mapas mentais. Sempre fiz coisas daquele género a papel e lápis. Ajudam-me a organizar as ideias e à medida que vamos escrevendo é como as cerejas, uma traz outra agarrada a ela. De igual modo, quando queremos uma súmula de algo que lemos, nada melhor que um esquema. Bem, ter essa possibilidade ali na nossa frente, sem necessidade constante de apagar e reescrever, sacrificando papel e borracha…

No tópico 2 lá voltei a um mapa mental, mas desta vez em grupo. Gostei imenso do trabalho, não por agrado especial do tema, mas por descobrir que era possível estar a trabalhar num mapa com outras pessoas ao mesmo tempo e que estavam fisicamente distantes. Podíamos alterar e corrigir ao mesmo tempo e usar um chat dentro da própria aplicação. Achei a situação deveras interessante e divertida. Os meus níveis de serotonina andaram elevados e teriam andado mais, se a internet no meu agrupamento não estivesse pelas ruas da amargura por aqueles dias. Todos os elementos, de algum modo, ensinaram-me uma coisa nova. Não é que eu não sabia que podia falar no gtalk simultaneamente com várias pessoas? Nunca tinha pensado nessa possibilidade.

O tópico 3 tinha um tema que era muito apelativo para mim. Fazia todo o sentido cruzar a Teoria das inteligências Múltiplas de Gardner com os Princípios do Desenho Universal na Aprendizagem. Gostei muito da documentação disponibilizada. E até havia um vídeo, no Pinterest, com Eduard Punset, por quem nutro uma verdadeira paixão! O trabalho foi em grupo e acabou por ser novamente divertido. Andávamos todas muito ocupadas e foi um bocadinho difícil conciliar tudo, mas acabou por ser possível.

O tópico 4 fez-me constatar como estavam tão mal construídos os meus 4 blogues. A minha amiga Paula foi a minha crítica privada. Não conseguia aperceber-se das imagens existentes nos blogues. Quando comentei a minha preocupação com um dos meus filhos, que trabalha com páginas web, fiquei pasmada por ele saber tudo sobre acessibilidade. Não imaginava, ou também nunca tinha pensado nisso!!! Bem, tranquilizou-me quando me disse que, muitas vezes, até os profissionais têm dificuldade em criar páginas verdadeiramente acessíveis.

O tópico 5 foi muito interessante. Não sabem, mas eu garanto que aprendi uma data de coisas e agora é só aperfeiçoar. Não tarda nada, estou aí a testar os softwares livres, um por um e a criar tutoriais. Às vezes achámos as coisas tão difíceis, tão complicadas, tão inacessíveis e depois que experimentámos, afinal não era assim tão complicado. É a velha história dos carris e do comboio!

 

Concluindo…

 

Às vezes sinto que os CRTIC têm de estabelecer maior contacto uns com os outros, partilhando dúvidas e saberes. Eu sei que a plataforma moodle facilita essa aproximação. Todavia, no corre-corre dos dias, por vezes parece que me esqueço que pertenço a uma grande equipa.

Este curso, mais do que ter aprendido sobre muita coisa, e foi realmente muita coisa, fez-me tomar consciência que pertenço a uma equipa fantástica. Adorei a partilha das vossas dúvidas e sugestões e fiquei encantada com tudo o que já fazem e que eu vou também tentar fazer.

Ao Paulo, um obrigada, pela sua infinita paciência! Ai o Mahara….. que desafeto!

À Dr.ª Ida, obrigada, por criar as condições para aprendermos a “pescar”  e por nos incentivar constantemente.

Valeu a pena!!!

 

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